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Mostrando postagens de 2022

Moscou e Grupo Wagner: Operações na República Centro-Africana

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     A relação da Rússia com os países africanos se baseia em três pilares: cooperação militar, cooperação energética e no comércio, principalmente, de commodities . No entanto, nos últimos anos, surgiu uma variável importante nessa equação: a presença das Empresas Militares Privadas, em especial o Grupo Wagner. Dentre as principais atribuições dessa empresa estão a proteção de instalações estratégicas e a segurança de oficiais dos países em que atua. Todavia, por não responderem diretamente a nenhum tribunal, acabam protagonizando episódios de violações de Direitos Humanos (DHs), levantando questionamentos acerca da sua eficiência.       A utilização de mercenários como instrumentos geopolíticos não é algo recente no sistema internacional. Contudo, a expansão do número de países com presença do Grupo Wagner é notória, passando de quatro em 2015, para 27 em 2021. Nesse contexto, a República Centro-Africana figura como um dos países com...

O Conflito Ucraniano e suas Implicações Econômicas para o Uzbequistão

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     Após a invasão da Ucrânia, a economia internacional foi diretamente impactada com o aumento do preço do petróleo e commodities como trigo e milho. No entanto, é importante ressaltar que os efeitos do conflito em cada a país têm intensidade variável a depender de realidades específicas. Nesse sentido, o presente artigo visa entender quais são os potenciais impactos econômicos do conflito na Ucrânia para a economia do Uzbequistão.       O Uzbequistão é o país mais populoso da Ásia Central - com 34 milhões de habitantes - e o segundo maior PIB da região, US$ 59,9 bilhões em 2020, segundo os dados do Banco Mundial. Sua economia é bastante dependente da Rússia: este foi o segundo principal destino do comércio exterior uzbeque em 2020, recebendo 9% das exportações e originando 20% das importações segundo o portal TradeMap. Em termos de remessas internacionais, as oriundas da comunidade uzbeque em Moscou correspondem a 12% do PIB nacional. Em 2014, as sa...

A crise paquistanesa permanente e as suas consequências geopolíticas

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    Desde o início de abril deste ano, o Paquistão vem enfrentando uma crise política interna de grandes proporções, em que o Primeiro-Ministro, eleito em 2018, Imran Khan perdeu as condições políticas para governar o país, pois teve uma moção de perda de confiança aprovada, sendo a primeira vez que isso acontece com um governante paquistanês . Assim, o parlamento paquistanês colocou duas opções para Khan: renunciar ou esperar ser derrubado.   Nesse sentido, o governo de Khan terminou neste domingo , 10 de abril. As suas primeiras palavras após a sua deposição foram de acusação sobre uma conspiração estrangeira para derrubá-lo: “Pakistan became an independent state in 1947, but today is the beginning of a renewed struggle for independence against an external conspiracy to change power. It is always the people of a country who protect and defend their sovereignty and democracy.” (fonte: https://www.news18.com/news/world/pakistan-crisis-live-updates-imran-khan-pti-shehb...