Indonésia e o futuro energético sustentável
No início do mês de março, o governo indonésio anunciou
seu objetivo de dobrar a produção de gás natural até 2030, chegando à marca de
12.300 pés cúbicos diários, por meio de projetos de construção de gasodutos.
Essa notícia foi veiculado logo após a descoberta de duas grandes reservas de
combustível, fato que vai de encontro com o propósito de Jacarta de se tornar o
principal produtos mundial de gás natural, titulo que atualmente pertence à
Austrália.
A exploração de
hidrocarbonetos em território indonésio data de 1885, quando houve a primeira
descoberta comercial de reservas de petróleo. O país foi membro da Organização
dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), é o maior exportador de gás natural
do Sudeste Asiático, o quarto maior exportador mundial de carvão e é um dos
grandes produtores de biocombustíveis. Em 2006, foi lançada a Política Nacional
de Energia, estabelecendo que até 2025 a diversificação ideal de matrizes
energéticas seja de menos de 20% de óleo, mais 30% de gás, mais de 33% de
carvão e, respectivamente, mais de 5% de biocombustíveis, fontes geotérmicas e
outras fontes renováveis, alem de 2% de carvão liquefeito.
Nos últimos
anos, os principais investimentos foram realizados nos setores de óleo e gás.
Contudo, com os impactos da crise financeira de 2009, a competição do gás de
xisto e a recente decisão do Japão de reabrir suas usinas nucleares, o setor de
óleo e gás do país vem sofrendo dificuldades para atrair investimentos
externos.
Com a quarta
maior população mundial e com a crescente demanda por energia, principalmente
nas áreas residenciais, o Estado vem se empenhando em diversificar sua matriz
energética. Um exemplo é o recém lançado plano “B30”, com a produção de
biodiesel de óleo de palma, que diminuirá em cerca de US$ 4,5 bilhões as
importações de combustíveis fósseis, o que demonstra a busca em estabelecer as
energias renováveis como cerne da produção no futuro e sua independência no
setor.
Países que
pretendem se tornar grandes líderes e referências mundiais nas matrizes
energéticas, setor de crucial importância para todo o globo, caminham cada vez
mais rápido rumo ao fortalecimento e estabelecimento de combustíveis e fontes
de energia renováveis.

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